quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Dia de S. Martinho

Ontem os super-heróis visitaram o Mercadinho, uma nova dependência do Mercado Municipal. Acolhe crianças dos 4 aos 10 anos cujos pais queiram ir às compras.

Fomos acompanhados por uma guia que nos mostrou o mercado.
Os super-heróis tiveram contacto com muitos vegetais, peixes, frutos e carnes. São uns alunos com uma vasta cultura de mercado, pois conheceram todos os produtos à venda (só falharam o xuxu :P). Estão de parabéns!!


Depois puderam construir uns ratinhos partindo de uma castanha.




Já na escola, da parte da tarde, assaram castanhas e comeram. Mas antes tiveram a difícil tarefa de fazer um cartucho com uma folha da lista telefónica. Foi duro, mas lá se desenrascaram. (Ai se a ASAE sabe!!!)


Foi um dia muito divertido.

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Adivinhas de S. Martinho

Vamos lá adivinhar estes enigmas, super-heróis!

Tenho camisa e casaco
Sem remendo nem buraco
Estoiro como um foguete
Se alguém no lume me mete.

Se me rio... de mim sai uma donzela
Mais donzela do que eu
Ela vai com quem a leva
Eu fico com quem me deu

Qual a coisa qual e ela
Tem três capas de Inverno
A segunda é lustrosa
A terceira é amargosa.

Tem casca bem guardada
Ninguém lhe pode mexer
Sozinha ou acompanhada
Em Novembro nos vem ver
.

Cortesia da mãe do Francisco e Vitor

A Maria Castanha

A História da Maria Castanha

O céu estava cinzento e quase nunca aparecia o sol, mas enquanto não chovia os meninos iam brincar para o jardim.
Um jardim muito grande e bonito, com uma grade pintada de verde toda em volta, de modo que não havia perigo de os automóveis entrarem e atropelaremos meninos que corriam e brincavam à vontade, de muitas maneiras: uns andavam nos baloiços e nos escorregas, outros deitavam pão aos patos do lago, outros metiam os pés por entre as folhas secas e faziam-nas estalar – crac,crac – debaixo das botas, outros corriam de braços abertos atrás dos pombos, que se levantavam e fugiam, também de asas abertas.
Era bom ir ao jardim. E mesmo sem haver sol, os meninos sentiam os pés quentinhos e ficavam com as bochechas encarnadas de tanto correr e saltar.
Uma vez apareceu no jardim uma menina diferente: não tinha bochechas encarnadas, mas uma carinha redonda, castanha, com dois grandes olhos escuros e brilhantes.
- Como te chamas? – perguntaram-lhe.
- Maria. Às vezes chamam-me Maria Castanha .
- Que engraçado, Maria Castanha! Queres brincar?
- Quero.
Foram brincar ao jogo do apanhar.
A Maria Castanha corria mais do que todos.
- Quem me apanha? Ninguém me apanha!
- Ninguém apanha a Maria Castanha!
Ela corria tanto. Corria tanto que nem viu o carrinho do vendedor de castanhas que estava à porta do jardim, e foi de encontro a ele.
Pimba!
O saco das castanhas caiu e espalhou-as todas à reboleta pelo chão.
A Maria Castanha caiu também e ficou sentada no meio das castanhas.
- Ah. Minha atrevida! – gritou o vendedor de castanhas todo zangado.
- Foi sem querer – explicaram os outros meninos.
- Eu ajudo a apanhar tudo – disse Maria Castanha, de joelhos a apanhar as castanhas caídas.
E os outros ajudaram também.
Pronto. Ficaram as castanhas apanhadas num instante.
- onde estão os teus pais? – perguntou o vendedor de castanhas à Maria Castanha.
- Foram à procura de emprego.
- E tu?
- Vinha à procura de amigos.
- Já encontraste: nós somos teus amigos – disseram os meninos.
- Eu também sou – disse o vendedor de castanhas.
E pôs as mãos nos cabelos da Maria Castanha, que eram frisados e fofinhos como a lã dos carneirinhos novos.
Depois, disse:
- Quando os amigos se encontram é costume fazer uma festa. Vamos fazer uma festa de castanhas. Gostam de castanhas?
- Gostamos! Gostamos! – gritaram os meninos.
- Não sei. Nunca comi castanhas, na minha terra não há – disse Maria Castanha.
- Pois vais saber como é bom.
E o vendedor deitou castanhas e sal dentro do assador e pô-lo em cima do lume.
Dali a pouco as castanhas estalavam… Tau! Tau!
- Ai, são tiros? – assustou-se a Maria Castanha, porque vinha de uma terra onde havia guerra.
- Não tenhas medo. São castanhas a estalar com o calor.
Do assador subiu um fumozinho azul-claro a cheirar bem.
E azuis eram agora as castanhas assadas e muito quentes que o vendedor deu à Maria Castanha e aos seus amigos.
- É bom é – ria-se Maria Castanha a trincar as castanhas assadas.
- Se me queres ajudar podes comer castanhas todos os dias. Sabes fazer cartuchos de papel?
A Maria Castanha não sabia mas aprendeu.
É ela quem enrola o papel de jornal para fazer os cartuchinhos onde o vendedor mete as castanhas que vende aos fregueses à porta do jardim.

(Autor: Maria Isabel Mendonça Soares,” Contos no Jardim”.)


Cortesia da mãe do Francisco e Vitor

A Castanha


A castanha é um fruto que vem de uma árvore: o castanheiro.
Um conjunto de castanheiros chama-se souto.
No norte de Portugal é que os castanheiros se dão melhor, e é de lá que vêm as castanhas para vender no País todo.
A castanha está na árvore protegida por uma bola cheia de picos que se chama "ouriço". Quando chega o Outono, o ouriço abre e deixa cair a castanha no chão.
Antes de a batata chegar à Europa e se espalhar por todo o lado (séc. XVII), a castanha era a base da alimentação, especialmente no campo.
Pode cozer-se, assar-se, fazer-se em puré, fazer-se sopa com ela, doce, etc.


Cortesia da mãe do Francisco e Vitor

quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Desenhos Musicais

O super-heróis tiveram um momento de inspiração e descontracção.
O desafio foi desenhar a música através de linhas e cores e penso que mostraram óptimos resultados. Foram todos muito expressivos.



terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Tabuada

Já iniciámos o estudo da tabuada. Neste momento é mais a soma sucessiva de números do que propriamente "a tabuada".
Há já algum tempo que andávamos a trabalhar somas sucessivas. De 2 em 2, 3 em 3...
Agora foi só o apresentar o sinal x e sistematizar a soma sucessiva do 2 até 10 vezes.

Nisto temos:


1x2= 2
2x2= 4 = 2+2
3x2= 6 =2+2+2
4x2= 8 = 2+2+2+2
5x2= 10 = 2+2+2+2+2
6x2= 12 = 2+2+2+2+2+2
7x2= 14 = 2+2+2+2+2+2+2
8x2= 16 = 2+2+2+2+2+2+2+2
9x2= 18 = 2+2+2+2+2+2+2+2+2
10x2= 20 = 2+2+2+2+2+2+2+2+2+2

As centopeias e os seus sapatinhos

Naquela manhã a centopeia acordou mais cedo.

Era dia de comprar sapatos e ela gostava muito de fazer compras.

Levantou, arrumou a sua caminha e foi para a sala tomar café.

A sua mãe já tinha arrumado a mesa.

O café estava quentinho e havia uns bolinhos de que ela gostava muito.
- Menina, ande logo, senão vamos chegar muito tarde e não vamos ter tempo de comprar todos os sapatos de que precisamos.

Dona centopeia e a sua filha pegaram nos seus chapéus e nas suas sombrinhas porque estava um sol muito forte e pediram uma boleia ao senhor mosquito.

Quando chegaram à loja, a joaninha veio atende-las.

- Bom dia, dona centopeia, como a sua filha está bonita, faz tempo que a senhora não aparecia.

A centopeia e a sua mãe foram olhar os sapatos que estavam na montra.

A centopeia pediu um sapato vermelho muito bonitinho.

A joaninha subiu e desceu a escada, subiu e desceu, subiu e desceu diversas vezes para trazer os pares de sapato para a centopeia.

A joaninha colocou todos os sapatos na centopeia e ela andou um pouco para ver se eles não apertavam os seus pezinhos.

- Dona joaninha, estão muito apertados, não tem um número maior?

E a joaninha subiu e desceu a escada novamente, subiu e desceu diversas vezes para ir buscar sapatos maiores.

Quando acabou de colocar os sapatos nos pés da centopeia, a joaninha não tinha mais forças nem para se levantar.

Dona centopeia, então abriu a sua bolsinha, pagou os sapatos e disse para a joaninha:

- Você hoje está muito cansada. Amanhã eu volto para comprar os meus sapatos.

E a joaninha desmaiou....


Texto e imagens oferecidos pela mãe do Francisco e Vitor