Ontem os super-heróis visitaram o Mercadinho, uma nova dependência do Mercado Municipal. Acolhe crianças dos 4 aos 10 anos cujos pais queiram ir às compras.
Fomos acompanhados por uma guia que nos mostrou o mercado.
Os super-heróis tiveram contacto com muitos vegetais, peixes, frutos e carnes. São uns alunos com uma vasta cultura de mercado, pois conheceram todos os produtos à venda (só falharam o xuxu :P). Estão de parabéns!!
Depois puderam construir uns ratinhos partindo de uma castanha.
Já na escola, da parte da tarde, assaram castanhas e comeram. Mas antes tiveram a difícil tarefa de fazer um cartucho com uma folha da lista telefónica. Foi duro, mas lá se desenrascaram. (Ai se a ASAE sabe!!!)
O céu estava cinzento e quase nunca aparecia o sol, mas enquanto não chovia os meninos iam brincar para o jardim. Um jardim muito grande e bonito, com uma grade pintada de verde toda em volta, de modo que não havia perigo de os automóveis entrarem e atropelaremos meninos que corriam e brincavam à vontade, de muitas maneiras: uns andavam nos baloiços e nos escorregas, outros deitavam pão aos patos do lago, outros metiam os pés por entre as folhas secas e faziam-nas estalar – crac,crac – debaixo das botas, outros corriam de braços abertos atrás dos pombos, que se levantavam e fugiam, também de asas abertas. Era bom ir ao jardim. E mesmo sem haver sol, os meninos sentiam os pés quentinhos e ficavam com as bochechas encarnadas de tanto correr e saltar. Uma vez apareceu no jardim uma menina diferente: não tinha bochechas encarnadas, mas uma carinha redonda, castanha, com dois grandes olhos escuros e brilhantes. - Como te chamas? – perguntaram-lhe. - Maria. Às vezes chamam-me Maria Castanha . - Que engraçado, Maria Castanha! Queres brincar? - Quero. Foram brincar ao jogo do apanhar. A Maria Castanha corria mais do que todos. - Quem me apanha? Ninguém me apanha! - Ninguém apanha a Maria Castanha! Ela corria tanto. Corria tanto que nem viu o carrinho do vendedor de castanhas que estava à porta do jardim, e foi de encontro a ele. Pimba! O saco das castanhas caiu e espalhou-as todas à reboleta pelo chão. A Maria Castanha caiu também e ficou sentada no meio das castanhas. - Ah. Minha atrevida! – gritou o vendedor de castanhas todo zangado. - Foi sem querer – explicaram os outros meninos. - Eu ajudo a apanhar tudo – disse Maria Castanha, de joelhos a apanhar as castanhas caídas. E os outros ajudaram também. Pronto. Ficaram as castanhas apanhadas num instante. - onde estão os teus pais? – perguntou o vendedor de castanhas à Maria Castanha. - Foram à procura de emprego. - E tu? - Vinha à procura de amigos. - Já encontraste: nós somos teus amigos – disseram os meninos. - Eu também sou – disse o vendedor de castanhas. E pôs as mãos nos cabelos da Maria Castanha, que eram frisados e fofinhos como a lã dos carneirinhos novos. Depois, disse: - Quando os amigos se encontram é costume fazer uma festa. Vamos fazer uma festa de castanhas. Gostam de castanhas? - Gostamos! Gostamos! – gritaram os meninos. - Não sei. Nunca comi castanhas, na minha terra não há – disse Maria Castanha. - Pois vais saber como é bom. E o vendedor deitou castanhas e sal dentro do assador e pô-lo em cima do lume. Dali a pouco as castanhas estalavam… Tau! Tau! - Ai, são tiros? – assustou-se a Maria Castanha, porque vinha de uma terra onde havia guerra. - Não tenhas medo. São castanhas a estalar com o calor. Do assador subiu um fumozinho azul-claro a cheirar bem. E azuis eram agora as castanhas assadas e muito quentes que o vendedor deu à Maria Castanha e aos seus amigos. - É bom é – ria-se Maria Castanha a trincar as castanhas assadas. - Se me queres ajudar podes comer castanhas todos os dias. Sabes fazer cartuchos de papel? A Maria Castanha não sabia mas aprendeu. É ela quem enrola o papel de jornal para fazer os cartuchinhos onde o vendedor mete as castanhas que vende aos fregueses à porta do jardim.
(Autor: Maria Isabel Mendonça Soares,” Contos no Jardim”.)
A castanha é um fruto que vem de uma árvore: o castanheiro. Um conjunto de castanheiros chama-se souto. No norte de Portugal é que os castanheiros se dão melhor, e é de lá que vêm as castanhas para vender no País todo. A castanha está na árvore protegida por uma bola cheia de picos que se chama "ouriço". Quando chega o Outono, o ouriço abre e deixa cair a castanha no chão. Antes de a batata chegar à Europa e se espalhar por todo o lado (séc. XVII), a castanha era a base da alimentação, especialmente no campo. Pode cozer-se, assar-se, fazer-se em puré, fazer-se sopa com ela, doce, etc.
O super-heróis tiveram um momento de inspiração e descontracção. O desafio foi desenhar a música através de linhas e cores e penso que mostraram óptimos resultados. Foram todos muito expressivos.
Já iniciámos o estudo da tabuada. Neste momento é mais a soma sucessiva de números do que propriamente "a tabuada". Há já algum tempo que andávamos a trabalhar somas sucessivas. De 2 em 2, 3 em 3... Agora foi só o apresentar o sinal x e sistematizar a soma sucessiva do 2 até 10 vezes.
Era dia de comprar sapatos e ela gostava muito de fazer compras.
Levantou, arrumou a sua caminha e foi para a sala tomar café.
A sua mãe já tinha arrumado a mesa.
O café estava quentinho e havia uns bolinhos de que ela gostava muito.
- Menina, ande logo, senão vamos chegar muito tarde e não vamos ter tempo de comprar todos os sapatos de que precisamos.
Dona centopeia e a sua filha pegaram nos seus chapéus e nas suas sombrinhas porque estava um sol muito forte e pediram uma boleia ao senhor mosquito.
Quando chegaram à loja, a joaninha veio atende-las.
- Bom dia, dona centopeia, como a sua filha está bonita, faz tempo que a senhora não aparecia.
A centopeia e a sua mãe foram olhar os sapatos que estavam na montra.
A centopeia pediu um sapato vermelho muito bonitinho.
A joaninha subiu e desceu a escada, subiu e desceu, subiu e desceu diversas vezes para trazer os pares de sapato para a centopeia.
A joaninha colocou todos os sapatos na centopeia e ela andou um pouco para ver se eles não apertavam os seus pezinhos.
- Dona joaninha, estão muito apertados, não tem um número maior?
E a joaninha subiu e desceu a escada novamente, subiu e desceu diversas vezes para ir buscar sapatos maiores.
Quando acabou de colocar os sapatos nos pés da centopeia, a joaninha não tinha mais forças nem para se levantar.
Dona centopeia, então abriu a sua bolsinha, pagou os sapatos e disse para a joaninha:
- Você hoje está muito cansada. Amanhã eu volto para comprar os meus sapatos.
E a joaninha desmaiou....
Texto e imagens oferecidos pela mãe do Francisco e Vitor